Xangai - Jundiá Jundiá,Jundiá Corrego de água saloba Bagre marron de água doce Bom de dar água na boca Nasci lá. Eu que sou peixe de rio Signo da sensibilidade Sou afluente de rio Flutuando pela cidade do Rio Meu cumpadre João E cumpadre bebé Com gentil Pé de Louro Me ensinou aboiar Um dia tangendo boiada Montado na mula Araponga Vi um anjo violêro encantando Me botou um encanto Eu peguei uma ponga E de canto em canto É que eu vivo a cantar Desci nas carreiras Nadando meu rio E agora navego na beira do mar Relembro dum sonho Olhando a marola Rumãozim numa cuia Tocando viola Desceu riabaixo no Tombo In cachoeirinha e lá na Pedra Branca Que é Itapebi Longe quatorze leguas de Potiraguá Mei dia in pino Não perdeu o ton Nem parou de cantar. Jundiá....