Louco, louco de amor Possuir na vida tudo feito De sonho e de ilusão o amor sagrado E vê-lo de repente aniquilado Lírio de cinzas, auge do desfeito Ó suplício cruel dos prometheus É ser ave no inverno sem seu ninho É recordar o Sol e ser seguido É ser precinto e acreditar em Deus Na tarde do movimento chovia À tarde chorava O arvoredo soluçava Sacudido pelo vento E as nossas mãos tristemente foram-se aos poucos Deixando Como elos de uma corrente Que aos poucos se vai quebrando Hoje se choro gargalham minha alma estraçalham Zombando da minha dor Maluco chamam e prossigo Sem carinho, sem amigos Louco, mais louco, de amor