Ando irritado com essas vozes Perfurando fundo no buraco da orelha Eu não escuto não quero ouvir E bombas berram jogam carne sobre mim Se havia amor agora só ruídos Lambendo a consciência digerindo ouvido Essas vozes são tantas vozes E vão me consumindo como podem Tudo anda rápido por aqui E vão zumbindo pelo vento Sobre o mundo as vozes Sempre as mesmas vozes Azucrinando tudo Sempre a mesma falta de vergonha Sempre escuro Algumas vozes perdem o controle Segurando firme a vontade de sorrir As vozes ganham o mundo Sempre muito rápido Sem destino Sem cobrar barato Vozes vozes