Cruzei a tropa na sanga Logo abaixo da picada O gado já era manso Conhecedor da cruzada Eu vinha floreando a boca Da zainita colorada Eguinha boba de freio Há pouco tempo enfrenada O diabo que andava junto Vinha descendo a coxilha Pois mal subi o barranco E já frouxou minha encilha Num upa correu a cincha Parando lá nas virilha E a zaina garrou o mundo Que mal tocava as flexilha Não sou dos nego assustado Mas vinha desprevenido Levei um golpe daqueles Perdendo rumo e sentido Fui aos poucos levantado Entendendo o acontecido Mas só ouvia de longe Os ovelheiros latindo A zaina perdeu a doma Não quis saber mais de mim Já o gado estava ali perto Pastando trevo e capim Juntei meus caco no campo Pelego, xergão, em fim Tirando o barro das pilcha E já coçando os micuim Segui tropeando de a pé Pois vinha perto das casa Brabo feito um zorrilho Os zóio vermelho em brasa Mas são as coisas da lida Quando o azar pede vaza Mas te juro meu amigo Me fez falta um par de asa