Ontem me sangrou os olhos Ao ver um campeiro que eu conheci Tropeçando pela rua Gritando e assoviando já fora de si Pelo jeito a amanhecido Um taura perdido chamando a atenção Dos carros que vem na avenida Cruzando na esquina de chapéu na mão Pedaço de campo ferido Menino sem pai pela mão Um taura no rumo do nada Perdeu na calçada a própria razão Ontem me sangrou os olhos Mas hoje já nem choro mais Porque eu também vim do campo Mas sempre soube olhar para trás. Eu também cruzei a esquina Mas sempre de mão com o pai Pois quem dele um dia esquece Nunca sabe para onde vai