Se perguntarem o quanto aprendi Não sei contar Só sei que o amor guarda, dentro de si Um velho altar Onde um cristal fica sempre a luzir Mas só quem sabe amar Há de tocá-lo e, assim, conseguir Se iluminar E a luz refaz tudo o que se desfez Na voz, no olhar Que até os rios abertos na tez Hão de fechar E é por isso que eu digo a vocês Viver, só se vive uma vez E o amor é a vereda por onde a vida sabe andar E a sabedoria talvez Não more no livro das leis Mas dentro daquele que se entregar Erro, no entanto, é manter O amor que não tem paz Que o amor não carece de ser Nem sempre, nem jamais E todo amor, quando finda, Entende o quanto é bem-vinda A flor que exala no vento Uma nova esperança Pois o amor é, ainda Um tempo bom que se brinda E que sente o momento De se transformar em lembrança