No esplendor dos espaços O sangue entorpece as lacunas Entre pedaços e restos Na pálida folha nada se desfaz No verso escarlate nasce a insignificância Essa é a espécie de silêncio Que se sente uma vez só na vida A arte do silêncio é exata Como um espelho nu dissolvendo uma máscara Como um eterno instante indescritível Onde jaz um labiar inumano Tecendo palavras enigmáticas