Diante da ausência imensa morrem e nascem Instintos e lembranças vivas de pedaços do passado Entre esquecimento profundo Guardo e esqueço Odeio, amo e renasço Mas o véu vivo e noturno traz consigo seus fantasmas Aspirando a verdade nunca escrita Repleta da face de uma palavra viva e morta Tendo em si os lábios de esperança das sublimes Eras Indo em direção ao seu próprio acaso Nas entrelaçadas ruínas Sentindo o êxtase inumano que necessitam os poetas