Quem bate à minha porta Tão insistentemente Saberá que está morta A alma que em mim sente? Saberá que eu a velo Desde que a noite é entrada Com o vácuo e vão desvelo De quem não vela nada? Saberá que estou surdo? Porque o sabe ou não sabe, E assim bate, ermo e absurdo, Até que o mundo acabe?