Sensação de silêncio quando olho esses pinheiros Quase me balanço junto o ritmo do vento Com a trilha sonora do mp4 O ar é livre mas me prende mais do que meu quarto Num tela passa a hora com a mesma noticia Essa semana chove em Joinville, droga eu sabia! No jardim a um buraco do lado do Renault Clio Como um buraco desse agüenta todo esse vazio? Passa um homem com café e seus cabelos grisalhos Tudo acaba inclusive meu salário Esse jardim atrai tanta gente curiosa Acham que no buraco esta escondida uma resposta Ou talvez uma capsola com lembranças E que entre eles e o buraco Há muita semelhança Sai o cinza abre o Sol Sai casca o caracol Morre o peixe no anzol Toco o funk James Brown Eu tomo gardenal Pode vir todo o mau Que agora eu tô legal De amor não sei falar E todo esse blá, blá, blá Só confunde a minha mente Sei que parece de amor Mas comigo não rolou Deixa pra quem entende Na janela o vento continua a zumbir Sonhando acordado onde não pode se dormir Guiado no som não permito abater A vida é uma guerra o objetivo sobreviver Morre em conflito em busca de paz Talvez esteja longe, não alcancemos jamais Otimismo não muda a situação Mais o pessimismo te afunda, joga no chão Por isso rasgando a madrugada fria Redigindo até o raiar do dia Toda via se cada momento fosse raro Os problemas surgem e eu encaro Na calçada alguém roubado Olho o céu tá estrelado É verão tá abafado Pra cantar tô inspirado Pra facu tô atrasado E bonde tá lotado No rap é improvisado É Rasantes aliado De amor não sei falar E todo esse blá, blá, blá Só confunde a minha mente Sei que parece de amor Mas comigo não rolou Deixa pra quem entende Fecho no fone de ouvido, vou adoecendo os meus sentidos Enquanto os perdidos, se iludem abatidos Cheio de data o calendário, de figuras o cenário Alguns deles angustiados e todos eles atrasados Na Bahia os coqueiros, no mangue os caranguejos Nas mulheres os desejos e na a rua os pedreiros Em Joinville faz calor, a minha casa hipotecou O tempo não parou, quero amizade de valor Os rasantes vêm voando, o som tá ecoando Vidro tá trincando e a vizinha reclamando É Rasantes do Edilene, o som é consciente O Panagua nossa gente, o Estevão faz a frente Vejo a pedra lembro mar Só não posso me afogar Sigo correndo Fugido da dor Não vou guardar rancor Escondo tudo aqui dentro De amor não sei falar E todo esse blá, blá, blá Só confunde a minha mente Sei que parece de amor Mas comigo não rolou Deixa pra quem entende