Eu entendo e lamento o ser que eu me tornei Eu entendo que no mundo eu nunca me encaixei E deixei que me tirassem o meu trono de marfim E deixei de ser o grande, poderoso rei de mim Rei do meu mar me tornarei Por tudo que ainda restou de mim Se vale a pena? Eu não sei Mas prefiro acreditar que sim Hoje sou um marinheiro limpando o deck da minha vida Esperando uma chance de dar uma contrapartida E voltar a ser o rei de mim que eu já fui um dia Forte como a luz da lua dessa noite tão fria Tão fria Maldito é o desejo que nos faz cobiçar Explorar nossos limites Até onde irei chegar? E nós damos tudo que temos para a dúvida liquidar Sem pesar nas consequências e no preço a se pagar Vejo o sol no horizonte Quando eu vou chegar lá? Meu desejo me consome Rei de mim vou me tornar