Trago o sonho, a centelha Desprovido de fronteiras inventei, como o pai da criação Salto abismos, cordilheiras, por veredas sorrateiras Deslizei, lamaceiros de ilusão Um caminhante não vaga se sabe onde está Quem é você pra me confrontar? Não sou seu cavalo, não sou seu vassalo, não sou seu voar Sou bicho no mundo, sou poço sem fundo Não sou seu cavalo, não sou seu vassalo, não sou seu voar Sou bicho no mundo, sou poço sem fundo Por estradas de areia, vi meus sonhos na poeira Não rezei pelos deuses desse chão Mexo versos na caldeira, danço, cobra corredeira Faço chover, com um sinal da minha mão O caminhante não vaga se sabe onde está Quem é você pra me confrontar? Não sou teu cavalo, não sou teu vassalo, não sou teu voar Sou bicho no mundo, sou poço sem fundo Não sou teu cavalo, não sou teu vassalo, não sou teu voar Sou bicho no mundo, sou poço sem fundo Respeitável público Depois de navegar por mares bravios Passar por encruzilhadas e cair em tentação Treze passos, entre crendices e amores pagãos Nos encontramos no fim Mas, não seria o fim o início de uma nova caminhada? Bem-vindos e até logo Aos nove atos de: O Eu Chamado e Outras Jornadas Não sou teu cavalo, não sou teu vassalo, não sou teu voar Sou bicho no mundo, sou poço sem fundo Não sou seu cavalo, não sou seu vassalo, não sou seu voar Sou bicho no mundo, sou poço sem fundo