Surgem pelas ruas quando a lua indica o encerramento do retiro - o fim da hibernação Nascem do chão, deuses locais, julgam-se imortais. Fecham os becos e decidem quais vidas vem e vão. Surge então um novo conceito de respeito e diversão (num mar de incertezas) Se hoje é noite de luar desce a rua um semideus que estampa com orgulho seus desenhos verdes, cicatrizes fundas sobre suas costas. Armas pontiagudas, pregos e agulhas. Mostra o teu gargalo, vulgariza a violência. Explode repentinamente e mostra a todos que você não leva desaforo. Une mais o grupo que te faz ser homem (quando todos juntos) tão marcadas "mãos de faca" empunha o teu terçado pela noite adentro. A idéia nos retrai aos mínimos sinais quando sem leveza vem e trava a estreita chance de entender. Convém-nos esquecer de ver o que há por trás, se realmente existem culpados quando não há no mesmo lugar um fio de esperança que costumava estar pra embalar o dia-a-dia. Infelizmente o que restou a eles foram apenas armas. E a falsa fuga ao prover pavor para aliviar a dor. Não há clemência na arma que alveja a tolerância. Não deve haver mais muros que lhe impeçam de tocar e ver além, permitindo-se mudar. A idéia nos retrai aos mínimos sinais quando sem leveza vem e trava a estreita chance de entender. Convém-nos esquecer de ver o que há por trás, se realmente existem culpados quando não há no mesmo lugar um fio de esperança que costumava estar pra embalar o dia-a-dia. Definha aos poucos a sensibilidade em você e sem pensar devolve em dobro todo o seu rancor, para aliviar a dor.