Toda vez que eu Vou tomar meu banho É uma tortura Sem querer, eu vejo A toalha que enxugava O corpo dele A água do chuveiro Vai se misturando Com meu triste pranto E neste dilema O tempo vai passando E eu aqui sem ele Ligo a vitrola Ouço a mesma música Que ele gostava Bebendo e fumando Eu vou repetindo A mesma canção E assim eu vou Vivendo ausente Do homem querido Razão da minha vida Dono do meu coração Guardo a toalha dele Com muito carinho Tendo a impressão Que não estou sozinha Na realidade é pura ilusão Toalha, o corpo lindo dele Você enxugava Antes e depois Que a gente se amava Por isso eu te guardo De recordação