Quando a gente ama Qualquer coisa serve para relembrar O vestido velho da mulher amada Tem muito valor Aquele restinho do perfume dela que ficou no frasco Sobre a penteadeira Mostrando que o quarto Já foi o cenário de um grande amor E hoje o que encontrei me deixou mais triste Um pedacinho dela que existe Um fio de cabelo no meu paletó Lembrei de tudo entre nós Do amor vivido Aquele fio de cabelo comprido Já esteve grudado em nosso suor (solo) Doente de amor procurei remédio na vida noturna Com a flor da noite em uma boate aqui na zona sul A dor do amor é com outro amor que a gente cura Vim curar a dor desse mal de amor na boate azul E quando a noite vai se agonizando no clarão da aurora Os integrantes da vida noturna se foram dormir E a dama da noite que estava comigo também foi embora Fecharam-se as portas, sozinho de novo tive que sair Sair de que jeito, Se nem sei o rumo para onde vou Muito vagamente me lembro que estou Em uma boate aqui na zona sul Eu bebi demais E não consigo me lembrar sequer Qual era o nome daquela mulher A flor da noite na boate azul. (solo) Eu quero que risque meu nome da sua agenda Esqueça meu telefone, não me ligue mais Porque já estou cansado de ser o remédio Pra curar seu tédio Quando seus amores não lhe satisfazem Cansei de ser o seu palhaço Fazer o que sempre quis Cansei de curar sua fossa Quando você não se sentia feliz Por isso é que decidi O meu telefone cortar Você vai discar várias vezes Telefone mudo não pode chamar. (Solo) Quando olho na parede e vejo seu retrato As lágrimas banham meu rosto num pranto sem fim Sento na cama e fico sozinho no quarto Vem a saudade maldita e se apossa de mim Levanto vou no guarda-roupa e abro a porta Vejo a blusa vermelha que você deixou Aí então o desespero rouba minha calma Eu saio pra rua e até minha alma Chora em silêncio ao sentir minha dor Deus oh senhor poderoso eu lhe faço um pedido Mande um alívio a esse coração que sofre Se ela um dia regressar, eu lhe agradeço Porém padecer como eu padeço Prefiro mil vezes que me mande a morte. (solo) Do que é feito daqueles beijos que eu te dei. Daquele amor cheio de ilusão, Que foi a razão do nosso querer. Pra onde foram tantas promessas que me fizeste. Não se importando que o nosso amor viesse a morrer. Talvez com outro estejas vivendo bem mais feliz. Dizendo ainda que nunca houve amor entre nós. Pois tu sonhavas com a riqueza que eu nunca tive. E se ao meu lado muito sofrestes. O meu desejo é que vivas melhor. Vai com deus, sejas feliz com o seu amado. Eis aqui um peito magoado, Que muito sofre por te amar. Eu só desejo que a boa sorte siga seus passos. Mais se tiveres algum fracasso, Creias que ainda, eu possa ajudar.