Regina Dias

Credo e Cruz

Regina Dias


Quem me viu chegar, subir ladeiras
Era o vero-crer do meu olhar
Sábado, batina, empadão-da-esquina
E do credo a forma a despencar

Igreja Matriz, rodoviária
Câmara, cadeia, Alto da Lapa
No Pompeo de Pina, ave-de-rapina
Pireneus, poeta, tafetá, veja só!

Ouro que secou da mina
Placas e surdinas
Cachoeiras num computador

Pedra, vê como é que pode!
Dama e de bigode
Caju e o rio a desalmar

Vai com sorriso, vai
Corre o risco e trai
Credo e cruz, não quero mais

Praça, cavalo, rei
Dessa história eu sei
Da Quaresma ao Carnaval

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