foi num baile a meio de junho entre canecas de vinho e ela em vez de ganga russa tinha um corpete de linho enquanto a moça dançava a mim dáva-me a doideira já não sei se era do vinho ou se era da bailadeira tive que ir a ter com ela a perguntar-lhe de onde vinha e ela respondeu manhosa c'um raios sou de caminha eu contei-lhe o que sentia que me tinha apaixonado e ela disse-me que ainda a procissão ia no adro e a minhota prometeu-me que ainda havia de ser minha quando se acabar o baile vai-me levar pra caminha a minhota prometeu-me que ainda havia de ser minha quando se acabar o baile vai-me levar pra caminha mas o vinho não perdoa e a manhã veio apressada a minhota foi-se embora e eu nem sequer dei por nada acordei com o sol alto no terreiro ja vazio tudo aquilo parecia que era um sonho fugidio quis ir à procura dela, pensei nela todo o dia mas passaram tantas horas, onde é que ela já estaria pra que bebi tanto vinho, fiquei tão arrependido não me saia da ideia o que ela tinha prometido a minhota prometeu-me que ainda havia de ser minha quando se acabar o baile vai-me levar pra caminha a minhota prometeu-me que ainda havia de ser minha quando se acabar o baile vai-me levar pra caminha