Tirei dinheiro do banco Pra comprá uma boiada Comprei um macho picaço Pra podê cortá estrada Viajei pra Mato Grosso Numa noite enluarada Quando a boiada cansava Ali fazia pousada Num rancho de boiadeiro Já era de madrugada Os passarinho cantava No rompê da arvorada Eu tocava meu berrante E seguia a caminhada Na poeira das estrada Gritando com a boiada Nasci pra sê boiadeiro Vivo sempre nas estrada Durante catorze ano Levei a vida pesada Hoje eu moro na cidade Levo a vida amargurada Os meus olho enche d’água Quando eu vejo uma boiada Pendurei o meu arreio Minha traia prateada O meu cavalo picaço Sortei ele na invernada Também guardei meu berrante Lembrança de minha amada Meu nome ficou gravado Nas porteira das estrada