Não me deixe perder o brilho do primeiro amor Não me deixe esquecer aquilo que eu sei que sou Que os meus pés fiquem firmes na rocha que é inabalável Se eu me esquecer, me lembre o quanto eu sou fraco Eu preciso de cuidado Minha matéria prima é o barro Sem ti eu sou tão frágil Só tuas mãos me moldam no formato Sou o vaso, és oleiro Sou de barro, sou pequeno Ser humano, de ti dependo Me quebra e podes refazer Em tuas mãos vou me esconder Podes fazer um vaso novo, eu aceito és meu dono Me quebra e podes refazer De ti sempre vou depender Sou apenas barro e preciso ser cuidado Sou apenas barro, sou apenas Me molda, me molda, me molda