Há o mar lá com sede mãe, à Terra comer Há o mar lá com sede mãe, a nos espremer Cabrabrobró ôôô, fala por que Dinheiro é, dinheiro. Dinheiro é... Quando ocê ta sempre aqui você me cansa Se tá longe sinto saudades O vento vem com as nuvens avisando Pega a roupa do varal que vai chover Chove ranca buraco Nas veias dos rios os braços do mar Trinta e nove dias daqui pra frente Relampiar, relampiar, relampiar Vovó te dá banho pra te abençoar José põe a lenha pra torrar o fubá A pressa do povo de querer colher Descendo na chuva o dinheiro vai, dinheiro vêm. Que chuva é dinheiro, que chuva é dinheiro Que chuva é dinheiro, que chuva é dinheiro Ô meu cumpadre, chuva é dinheiro Que chuva é dinheiro, que chuva é dinheiro Que chuva é dinheiro, dinheiro é, dinheiro, dinheiro é... Pelas frestas dos dedos corre a sorte Atmosfera no poço do quintal Lamparina nos wats da cidade Carro de boi industrial Passa rançando asfalto Furando buraco no meio do céu. Ultravioletas no mar de cimento, Mundo em meio o desequilíbrio, Mundo é meio desequilíbrio, Mundo no meio desequilíbrio. Vovó te dá banho pra te abençoar José põe a lenha pra torrar o fubá A presa do povo de querer colher Descendo na chuva o dinheiro vai, dinheiro vêm. Que chuva é dinheiro, que chuva é dinheiro. Que chuva é dinheiro, que chuva é dinheiro. Dinheiro é, dinheiro. Dinheiro é... Menina eu vou contar é tudo pra você, o céu a terra o mar, basta você querer.