À volta da meia, à meia volta vai O meu amigo atrás dos vendavais Redondo caído no chão redondo cai O pranto sentido de quem não volta mais A Terra desterra o que a terra tem Num espaço longínquo onde a quimera jaze À volta da meia a meia volta vem O meu amigo a voltar para trás Lá fora a Lua navega sobre o mar Inquieta e nua responde ao seu chamar A hora é sua para dar e comandar Os restos de bruma que envolve o seu olhar O passo perdido retorna ao seu lugar Levando suspiros que vida sabe bem À volta da meia a meia volta dá O meu amigo um beijo à sua mãe À volta da meia volta à meia volta vem Na volta não volta mais À volta da meia volta à meia volta cai Na volta, volta pra trás À volta da meia volta à meia volta tem Na volta, volta a olhar À volta da meia volta à meia volta dá De novo um beijo na mãe