Sei que os momentos são difíceis, porém não desista Cabeça erguida, demónios e querubins trava’ uma guerra infinita Babilônia grita, muitos vivendo o inferno em vida Saga de almas perdidas, seitas e enigmas Qual a origem de quem se gladia? Que mata por inveja e cobiça Ganância maldita que há eras nos dízimas Faz da minha pele estatística Aí mano não, não se omita Caia pra cima Somos dependentes de guerreiros, reis e rainhas Espalhados nas periferias, nas masmorras Longe das famílias se envolvendo mais ainda Carregando no peito a facção escolhida Vivemos em pecado, vítimas do fracasso onde Amor pelo próximo só se vier com estados Ser racional ou irracional, fora das leis naturais algo sobrenatural Fora do normal A fé é o fundamento das coisas que se espera E a prova das coisas que não conseguimos ver, mal compreender Olho o crepúsculo e penso “agradeço o dom que tenho” Tenho que ser exemplo, minha família é meu fundamento Essa é a facção que eu fecho A que não quer ver meu enterro Só lágrimas, medo, maldade, gemidos de dor Se erga, procura sua paz interior Só lágrimas, medo, maldade, gemidos de dor Se erga, procura sua paz interior Periferia, o abrigo de pessoas reais Que o governo sempre deixa pra trás Periferia, o abrigo de pessoas reais Que o governo sempre deixa pra trás E a fome maltrata as famílias Senhor me livra da maldade Mas se for preciso engatilho e destravo a quadrada Transborda o meu coração de amor Pra poder dá exemplo pra essa criançada Balas perdidas, porcos de farda propagando ódio dentro da quebrada É tanta injustiça que muita mãe chora por não ter acesso a uma geladeira farta Cansado da fome, o tráfico abraça Muitos estão no crime pra mudar de vida Nas ruas de barro o moleque descalço Queixa sua existência com Deus todo dia Senhor me livra da maldade Mas se for preciso engatilho e destravo a quadrada Transborda o meu coração de amor Pra poder dá exemplo pra essa criançada Periferia, o abrigo de pessoas reais Que o governo sempre deixa pra trás Periferia, o abrigo de pessoas reais Que o governo sempre deixa pra trás E a fome maltrata as famílias