Ei! Segura as pontas e não deixa cair, Engole o choro e vai, mas sem desistir! Quem sobe o morro descalço na esperança de ver O céu mais de perto, iluminando a favela E a fé que é pendurada Em cada terço na janela, pra proteger! E os olhos d’água, E as mãos calejadas mantém O sorriso no rosto e a alma intacta fazendo o bem Então não perde a compostura! Não perde a compostura, Eu disse então não perde a compostura! Não perde a compostura! Vai com calma se segura! A estrada é de terra, eu sei, rastro de sangue e amargura, Só não desista dos seus sonhos, não agora, falta pouco! A viagem é cansativa, eu sei, mas vale a pena o sufoco! Quando a verdade toma a frente da situação, E o que fora escondido, hoje brilha mais que clarão. Procure a bondade em você, O mundo só quer te cegar, Então feche os olhos pra ver Que a luz vem do mesmo lugar De cada alma que brilha e a cada pausa no olhar, Em cada peito que respira, no meio dos sopros de ar Iludindo vidas, sugando os falidos de paz E assim segue o ciclo da vida, seu roteiro mais perspicaz A sombra estreita da honra, só anda quem sabe o que faz No meio de tanta afronta, uma alma procura por paz