Da janela, do meu quarto Vejo o fundo, do quintal Me recordo, da criança Inocente, era tão legal O trenzinho, de brinquedo O barquinho, de papel O gatinho, com o novelo Minha pipa, meu carretel Na esperança, de algum dia Como a pipa, voar até o céu A vontade, de crescer Pra poder mexer, no pote de mel Mas tudo muda, e a gente cresce E o pote de mel, a gente esquece As ideias, envelhecem Ser adulto nem sempre é ser feliz Se eu pudesse, voltar o tempo Ser criança outra vez Não adianta, minha gente Cresceremos outra vez Se eu pudesse, voltar o tempo Ser criança outra vez Não adianta, minha gente Cresceremos outra vez