Crônicas de Rua

Rolê de Morador

Crônicas de Rua


Desci o morro, dei o fut e fiz a curva
Pra viver intensamente em cada canto dessa rua
Eu conheço toda a topografia
Da minha casa pra Rua F, da Rua F até o ninho da Harpia
Duque De Caxias, DDC Baixada
Beira-Mar, Vila ideal
Gramacho, Vila Operária
Formou o bonde e a conexão
Num gritou de união que se tornou uma revolução
Eu vejo oque eu quero, eu miro e não erro
O papo é reto, vacila quem quer
Blusa gigante, tênis furado
Bermuda, barbudo
De toca ou boné
Viso o futuro, vivo o presente
Registro o passado na minha mente
Flow mais preciso que tiro de FAL
Doença Crônica, Lírica Marginal

Baixada tá Mólazer
Se fechar, demorô!
Crônicas e Morcego num rolé de morador

1º Distrito
Seu juarez, to eternizado
Rala cocô, quebra osso
Palmiando os mandado
Madruga na Apoteose
Skate, Vila
New York
Caio:Double Flip, Switch reverse
Mayquin voado na bike já drog
Sexta-feira, qual vai?
Colote no trem, 15 ou Lapa?
Na mochila tem seda, verde, casaco, violão, copo e cachaça
Avenida Brasil, a lua tá bonita igual as damas da noite
Ela passa com o seu perfume
A chamo rimando na base dos Guns and Roses
Lacraia, 500
Veja a Egrégora, me eternizei
Pichações dos moleques sem casa
Sem família, sem lei
Minha neurose vem do gueto
Operária, atividade
Sonhos são pipas no céu
Do alto plena a visão da lage
Matando aula no morrão
Zeca pra onda passar
Essas ruas me fizeram homem pro mundo ganhar
Da barreira eu vejo o mundo
Entre a fumaça da cidade
Refletindo ao pôr-do-sol
Pra brindar minha liberdade

Baixada tá Mólazer
Se fechar, demorô!
Crônicas e Morcego num rolé de morador

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