Vou cortando um fumito sete cordas Recostado sobre a anca da Tordilha Quanta coisa este momento me recorda Mirando lejos esses plainos e coxilhas Foi aqui, nestes ermos de fronteiras Que meus avós plantaram lares e raízes Foi daqui que minhas retinas bem faceiras Partiram, um dia, a buscar outros matizes O Ibicuí cruzando a várzea despacito O gado gordo, a cavalhada lá no pasto Um téo-téo faz patrulha precavido E em pensamentos vou proseando com meu basto E em pensamentos vou proseando com meu basto Ao longe, um tedéu de cachorrada Talvez, das casas, anunciando alguma visita Me lembra o ontem, das partidas e chegadas Que, em minha tarca de mundeio, estão escritas Quanta cosa' me recorda esse momento Recostado sobre a anca da Tordilha Ao sabor deste palheiro fumacento Reculutando estas lembranças em tropilhas O Sol Brasino, no poente, se apeando Acende um fogo de espinilho cá no peito E uma gaita em minh'alma ressonando Lembra alguém que soube bem domar meu jeito Lembra alguém que soube bem domar meu jeito O Ibicuí cruzando a várzea despacito O gado gordo, a cavalhada lá no pasto Um téo-téo faz patrulha precavido E em pensamentos vou proseando com meu basto E em pensamentos vou proseando com meu basto E em pensamentos vou proseando com meu basto