Com vinho sobre a mesa Dois cravos e alecrim Lembrei de um quase fado Que cantaste para mim Nos três primeiros versos Fizeste juras de amor No quarto, inebriada Me amaste até ao alvor Depressa foste embora Pra terras de além-mar O enlevo de outrora Não pudeste levar Restou-me a poesia Dos livros de Drummond E os versos de Pessoa Pro coração Meu comboio de cordas Que tocaste pra te amar Não marca agora as horas A te esperar Meu comboio de cordas Que a ti fizeste amar Agora não marca as horas A te esperar Com vinho sobre a mesa Dois cravos e alecrim Cantei um quase fado Que me lembra de ti Nos três primeiros versos Sim, fiz juras de amor No quarto, encantada Eu quis-te até ao alvor Depressa fui-me embora Pra terras d’além-mar O enlevo de outrora Eu não pude levar Deixei-te a nostalgia Dos livros de Camões E a Prece de Pessoa Para orações Enquanto o horizonte Nos der ondas desse mar Ainda haverá ponte Pra nos levar Enquanto o horizonte Nos der ondas desse amar Ainda haverá ponte Para voltar Ainda haverá ponte Para voltar