Casa Nossa

Meu Querer

Casa Nossa


Vagando até,ao Deus dará
Do meu futuro o que será
Ninguém se toca
Que não quero ser pivete
Eu quero escola e não uma de cola
Ser manchete matinal 
Estirado numa vala
Não quero pena nem sentença
Ser condenado a recompensa
Nem ser taxado 
De moleque marginal
Eu quero reguá,um caderno e uma caneta 
Sem bereta ou escopeta
Decidindo o meu final
Não quero a Sé,
Candelária ou Funabem
Nem ve presa a liberdade 
Pelas telas da Febem 
Eu quero ter direito,livre de preconceito,
De ser cidadão 
Do que eu presciso é sua mão
Não quero a sua compaixão 
Pra que mais tarde não me dê 
Como presente a detenção 
Eu quero amor curando os "ais"
O seu carinho satisfaz
Você não vê que sou criança 
Carente de paz.