Abre em nome da lei. Em nome de que lei? Acaso lei sem nome? Em nome de que nome cujo agora me some se em sonho o soletrei? Abre em nome do rei. Em nome de que rei é a porta arrombada para entrar o aguazil que na destra um papel sinistramente branco traz, e ao ombro o fuzil? Abre em nome de til. Abre em nome de abrir, em nome de poderes cujo vago pseudónimo não é de conferir: cifra oblíqua na bula ou dobra na cogula de inexistente frei. Abre em nome da lei. Abre sem nome e lei. Abre mesmo sem rei. Abre sózinho ou grei. Não, não abras; à força de intimar-te repara: eu já te desventrei.