Dias de paz Que nunca virão Não importa o quanto se lute Sempre tropeça-se em pedras no caminho E ao levantar-se Com lágrimas nos olhos E os joelhos esfolados Mirando o céu azul em busca de respostas Que não serão ditas Não podem ser lidas Nas entre-linhas Não há porquê Nada pode-se ver Nos olhos e nas mentes que desejam... Uma bala apenas Uma corda firme Lâminas afiadas E o sangue que corre pelo chão Banha minh'alma Pinta o cenário Do vermelho... nobre... dos reis de coisa alguma E agora O que se têm São lamentações Desejos de dias diferentes Mas nada Pode-se fazer ou jamais será tentado São palavras ao vento Poesia vazia De súditos tão covardes quanto os próprios reis! "e mais um reino se esfacela diante do ascédio irresistível da opção de conforto imediato e isenção das responsabilidades, e sem seu monarca, os plebeus, por anos explorados, não sabem por onde seguir, e choram a perda de seu querido tirano, em mais um épico de classe "b" da tragicomédia..."