Minha alma de amor sedenta, sequiosa Barco sem rumo e sem Deus, fora do mundo Anda à mercê da tormenta, tenebrosa Desse mar dos olhos teus, negro e profundo Essa dádiva total e quase louca Que me pedes hora a hora, a cada instante É o que a minha alma te dá, sem nada em troca Quando d'amor por ti chora, soluçante Se eu um dia te perder, na minha vida Jurarei virada aos céus, ao sol e à lua E os perdões que Deus me der, arrependida Meu amor são todos teus, como eu sou tua É uma causa perdida, pois não deve O ser proibido amar e desejar Quem perde um amor na vida que é tão breve Jamais devia cantar e até sonhar