Axé, Tereza Divina alteza, meu tambor foi te chamar Sua luz nessa avenida Incorpora a chama, Yabá Da magia irmanada por Odé Não sucumbe a fé, traz a luta de Angola E a corrente arrastou pro sofrimento Um sentimento, valentia quilombola Reluz o ouro que brota em seu chão Desperta ambição, mas há de raiar o dia Do Guaporé, ser voz de preservação Em plena floresta, auê, auê! Resistência na aldeia, Quariterê! Na mata, sou mestiço, guardião O meu grito de guerra é por libertação! O nosso canto não é apenas um lamento A coragem vem da alma de quem ergueu o parlamento Do castigo na senzala à miséria da favela O povo não se cala, ó Tereza de Benguela! Vem plantar a paz por essa terra A emoção que se liberta E a pele negra faz a gente refletir Nossa força, nossa luta De tantas Terezas por aí! No caminho do amanhã, Obatalá! É a luz que vem do céu, clareia! Vem de Benguela o clamor de liberdade Barroca pede tolerância e igualdade!