Opa, opa! Não é essa, gaiteiro Agora, eu quero explicar ao fãs e amigos A história de quem matou o Tico Louco Risca essa gaita, Enéas Eu vim aqui neste mundo pra viver da cantoria Fazendo minhas folias, escapando do sufoco Muitos me chamam de louco, outros, de cabeça fraca Quero dizer pro Baitaca quem matou o Tico Louco Foi o meu filho caçula, índio bem macanudaço Diz que tem um ferro de aço afiado e bem pontudo Tocador e cantador, peleador e atrevido Porém, tá mais conhecido como Pinto Barbeludo E agora, quero chamar o missioneiro Baitaca pra cantar comigo Ele é conhecedor dessa história Abra a garganta, taura véio Foi o meu filho caçula, índio bem macanudaço Que tem um ferro de aço bem afiado e bem pontudo Tocador e cantador, peleador e atrevido Porém, tá mais conhecido como Pinto Barbeludo Por ser Pinto Barbeludo, pare com essa folia Tu já pegou a mania de andar metendo o teu bico E até envergonhado eu fico e, às vez, até me atrapalho Foi você quem deu um taio bem na cabeça do Tico Agradeço, meu amigo Portela, pelo convite Mande um especialista examinar esse animal que Além de tomar um taio, ficou torto, tá só com uma vista o animal véio Depois que matou o Tico, ainda bancou o veiaco Ensacou o corpo dele, meteu dentro de um buraco E a polícia andava atrás, mas ele foi mais veiaco Enterrou o pobre do Tico que apareceu só o saco