Eldorado Brilho encantado da mina Até o escuro ilumina Até mesmo onde reina a preguiça Onde aparece atiça No dedo no brinco no vaso no punho cerrado no peito suado de quem lhe rapina Parece que nunca termina Quem não tem lhe cobiça Sobra no cofre gelado do homem ávaro Que mata e que morre por essa valia Esse perdeu sua guia Nada mais vê no horizonte Mas pra mim o que reluz não cega É pedra de meditação Vem do sol a luz que me carrega Doura a lua em tua mão Não cega Sossega o meu coração Meu olho no teu acerta O centro do furacão Teu olho no meu É ouro Metal raro Quem por ti não alucina Pedra da arte divina Quem não te perde de vista Pensa no dom do alquimista Cai no vapor da batalha a brilhante medalha De quem celebrava o sabor da conquista Briga de rei e rainha O bispo e sua ladainha Pesa o colar da vadia No corpo lanhado de quem foi buscá-lo no fundo da terra É só queza ou quimera Ou bons ventos da nova era Mas pra mim o que reluz não cega É pedra de meditação Vem do sol a luz que me carrega Doura a lua em tua mão Não cega Sossega o meu coração Meu olho no teu acerta O centro do furacão Teu olho no meu É ouro - La?Valentini