Venho de um longo estradar De lutas e de tiranias Envolto à sombra de um destino Em mil desatinos por diversas vias Passei por desertos medonhos Tristonhos dias de labor Bebia, mas não saciava Que a sede que eu estava era de amor Busquei como quem busca a sorte Mas morte era o meu paradeiro E a cada passo que eu dava Mais me aproximava do despenhadeiro Sem asas eu ousei voar Sem ar a vida se esvaía E tudo que juntei se foi Como um berro de boi, pra nada servia Gritei e meu grito ecoou Clamei e ele me respondeu Livrou-me do curral do mundo Com amor profundo me fez filho seu Agora, a liberdade vivo Eu sei aonde vou chegar Seguro nas asas de Deus Nos caminhos seus aprendi voar