Drop of run on my tongue Eu vi um mundo em que a luz se excedia Crianças já nasciam com amor pela poesia Mundo insano, mundo louco em magias Mano! Onde o cego viu o aleijado correr ali parado A um quilômetro, bem pertinho, ao lado de Júpiter Num Sol ardente, o frio queimava a nossa pele Onde velhos de quinze anos falam só de nóis E Eu correndo lentamente gritando sem voz Foi o cego quem viu o mudo falar ao surdo Que um peixe passou voando pela terra de Godah Em triste alegria, carecas penteiam em soluço O Sol queimava a noite e o gelo ardia sem parar Mas foi no som do silencioso que ouvi sem escutar Não percebi, mas estava compreendendo Por isso hoje vim dizer-vos sem falar Que o mais sábio dos burros é o mais belo dos feios É tão quente, este frio No despertar do amanhecer escurecido A minha frase, a ti conduz Transparente, reluzente como a Luz I thought I saw the devil, this morning looking in the mirror Drop of run on my tongue Jamais esperei que nesta arte eu pudesse acontecer Nunca expressei o que vivi e sei que tu notaste Então alguém falou à mim, sem algo a dizer O mundo deu-te a porta aberta, mas tu nunca entraste Assim pisei sem pés pelo chão de um precipício Andando parado, morto deitado, voando no mar sentindo-me vivo E os que não foram, voltavam, mais felizes que antes Mas só os casais de anões nasciam gigantes E o princípio do começo era o início e o fim Olhei sem ver o calor gelado que nos derretia E desconheço os que conheço que são iguais a mim Porque pior que morrer é perder a vida Mas hoje vejo o tempo veloz passando parado Fui o primeiro a chegar e estou atrasado O que não tenho, não mereço Por fim pra começar, termino começando do final do começo I thought I saw the devil, this morning looking in the mirror Drop of run on my tongue (I thought I saw the devil) This morning looking in the mirror, drop of run on my tongue