Quanta ironia! Quanta sorte! Que te conduz para o Norte E para o Sul me conduz Tu sobes, enquanto eu desço Sorris enquanto, eu padeço Carregando a minha cruz Tu, hoje és mulher de luxo Tens bangalô como refúgio Criada, leiteira e pão Tens quarto cheio de enfeite E às vezes derruba leite Que encontro no teu portão A sorte, porém! Um dia, há de me dar alegria De nos reunir no Equador De nos, no reunir novamente! Na aquela sala de frente Aonde floriu o nosso amor