Sórdido, somítico, sozinho a vida ceifada e olhos abertos enxergando o que a consciência não mais absorve vendo a verdade que trouxe as lamúrias orgulhoso que era, como explicá-las agora? do fim da hombridade se deu o covarde da honra revestida com falácias nasceram as mentiras a perfeição parecia tão imutável que o flébil padecer do rosto surpreende a flama da peça vivida divina obra de criação de ídolos e ilusões tranforma-se em plangente lamentar dentro da morte conceitual dos sentidos pois do chegar das lamúrias, do surgir do lamento determinou-se o fim e a inutilidade dos heróis e é na tentativa de reviver a antiga récita que a voz tenta enunciar sílabas porém frívolas sílabas formam palavras inconcludentes a desesperada tentativa de subsistir chega ao seu fim submetendo-se ao ostracismo