Tu, tu não queres crer como eu te quero! Venero o teu amor, que é minha vida Tudo nesta dor do mundo espero Sou poeta e sou cantador, ó alma indinfa! Sobre o coração que me consome A rutilar luz diamante do teu nome Sei que o meu penar será infindo Irei cumprindo o que Deus determinar Hás de chorar a minha desventura Quando eu repousar na gelidez da sepultura Hás de lamentar os sofrimentos Tantos tormentos que sofri Enquanto vivo aqui por ti Vai, vai ó meu amor ao campo santo Verás a minha cruz lá num recanto! Vai, que lá verás cheias de odores Numa genuflexão algumas flores Vai e uma por uma sem ter medo Colhe essas flores, a meiguice de um segredo São os versos d´alma que eu não disse E enfim dizer, dizê-los só, quando eu morrer