Ao desistir de procurar Por toda parte Algumas rosas que vão Achar tentei Sem esperança E já bem tarde Por descarte Numa igreja da cidade, penetrei Rosas formosas Que ali em profusão Naquele templo de bondade A mais não ser Que embora fosse Um ato de profanação Furtei as rosas E me pus logo a correr Mas de repente São miguel me surge à frente De espada em punho Parecendo assim dizer Nem mais um passo Criatura inconsciente Pede perdão Do que acabas de fazer Por certo estava Num momento transtornado Pois ao voltar-me Novamente a lucidez Encaminhei-me para o altar Envergonhado E coloquei ali as flores outra vez Fitando a virgem Disse eu Não sou culpado Foi por quem amo Foi por ela que pequei Se esse crime Fez de mim um condenado Dá-me o castigo Que ordena tua lei E ouvi então A santa virgem assim dizer Eu sei que deste À outra ação do coração