Tive o entendimento no momento em que O barulho de meus passos interromperam o silêncio Que saia da boca da solidão Compreendi que não adianta lutar contra o inevitável E nem contra o inexistente, que a espera Nem sempre é uma escolha, mas uma condição Que o sentido das coisas não está no que sentimos Mas sim no caminho que seguimos E quando nada mais fizer sentido Quando a vontade de lutar ir embora E os momentos se perderem no agora E os tormentos nos levarem o amor vivido Na resposta do escuro, aquilo que procuro Dará novas asas, mudará meu ser Então serei a sombra e o medo da noite Beijando a luz do amanhecer E o sentido das coisas não está no que sentimos Mas sim no caminho que seguimos Enfim, na palavra eu canto, esse verso esse pranto Eu entrego o encanto e abando a dor E tudo que procuro, os meus passos no escuro Pois a solidão é o muro que eu prendi o amor O sentido das coisas não está no que sentimos Mas sim no caminho que seguimos.