Cede o sobreiro plangente Ao velho cantar da serpente E enquanto ele adormece Tudo em seu torno envelhece E por entre um véu de ilusões roubadas ao céu A sombra caiu na vereda Turvando a razão como um deus pagão Que de sonhos vãos se embebeda Dançam portões com o vento E é belo o seu movimento Como se nada impedissem Como se ao mundo se abrissem E ecoam em nós as glórias dos nossos avós Como hinos de guerras vencidas Histórias de cordel Sobre os escombros de Babel Que a miúde são repetidas