Meus passos me levam ao rumo do nada Na longa jornada eu fico tão só Aceito com calma os rigores da sorte Apesar da morte devolver-me ao pó Amor não conheço, carinho não tenho Não sei de onde venho nem pra onde vou Nas ondas do tempo e num mar de espinho Eu sou um barquinho que se naufragou Mesmo vivendo sem ter alegria Minha alma vazia de nada se queixa Porque neste mundo coberto de trevas Saudade não leva, saudade não deixa Sou um simples ponto de interrogação Um destino irmão jamais conheci Porém seja feita a vontade divina Se esta é a sina que eu mereci