Socando canjica, pitando um paiero A erva pro mate vem do barbaquá Ali no borraio batata assada O charque tá pronto podemos corta Um alho crioulo ajeito o tempero E a banha de porco não pode faltar Radiche do mato eu faço a salada Um pé de mandioca tô indo busca Limão-vergamota espremido na água Um gole, dois gole tu vai arrota Socando canjica, pitando um paiero O meu interior não vou abandonar Fartura na mesa e boa saúde O resto é resto eu não vou ligar Eu sou aquele velho camponês O homem nativo ali desse lugar A água que bebo busco na fonte A luz do candeeiro a noite vai clarear O verso que canto tem cheiro de terra Ali brota macega e o caraguatá Socando canjica, pitando um paiero Café da manha já esta preparado Um pão de milho feito a capricho Polenta na chapa e uns ovo estralado Ali no braseiro café de chaleira Melado crioulo do ano passado Eu canto o que vivo e vivo o que canto Não gosto de enfeite não como enlatado Se você duvida pode vim bobia No garrão do Rio Grande eu estou plantado Socando canjica, pitando um paiero As minhas origens eu vou conservar O vento norte vem trazendo chuva E a previsão vai se confirmar Afrouxo os boi de canga e engato na carroça Afio o machado tô indo lenhar Recomendo a mulher umas latas de tampa Amanhã bem cedo nós vamos carnear Fizemos torresmo e o charque gaúcho E fritamos a carne e vamos enlatar Socando canjica, pitando um paiero O cheiro da fumaça perfuma a morada O lugar onde moro é meu paraíso Pois eu lhe garanto não troco por nada Senhor modernismo você me desculpe Não sou teu amigo nem de baixo d'água As tuas modinha tu fica pra lá Porque a marca que eu canto está registrada Meu velho sistema e a minha cultura No esteio do rancho esta palanqueada Meu velho sistema e a minha cultura No esteio do rancho esta palanqueada