Me escondi de mim mesmo e dos outros que iriam olhar Menti sempre sem medo Pois o medo já não está no ninho do meu peito Aqui quem dorme é o pesar E dói ver que não tenho tanto pra dar O sorriso se apagou com o tempo O tempo apagou aqueles bons momentos Momentos que se mesclam ao sofrimento Sofrimento que se cala com o soprar do vento O vento vem e me traz algumas palavras Palavras que me apontam uma nova estrada Estrada que conheço Mas me fala Quem nunca quis seguir as mesmas velhas pegadas? Seja por saudade ou curiosidade de viver O mesmo início e mudar aquele final Seria crueldade ou só força de vontade Que vem e mexe comigo de forma sobrenatural? Pessoas que vêm e se vão Nem sei quantas são Já perdi as contas Sempre vieram Fizeram sorriso E bem depois disso, sumiram São tantas Pensei que ao menos uma vez Alguém chegaria e faria morada Quando perco a esperança Você me aparece na porta de casa Vejo rostos que não conheço Lembro dos que conheci Diferente mas ao mesmo tempo vivo o que vivi Sinto o que eu não senti Me perco como eu sempre me perdi E me encontro no sorriso mais torto que eu já vi Me escondi de mim mesmo e dos outros que iriam olhar Menti sempre sem medo Pois o medo já não está no ninho do meu peito Aqui quem dorme é o pesar E dói ver que não tenho tanto pra dar Me escondi dos meus erros Fingi sempre acertar Menti sempre sem medo Eu estava a acreditar Nesse caminho vejo as marcas que vão ficar Boas ou ruins Dependem do meu olhar