Madrugada afora perigo na esquina Atravessa a noite só prá se divertir Sençacões em um jogo de perigosas relações Entre corpos nus a cidade te seduz Com seus bares cheios de pessoas vazias Revelando desejos que escondem de dia Crianças construindo seus castelos na lama Vendendo seus sonhos por menos de gramas Na madrugada o jornal que cobre o corpo caído Diz a manchete na cidade dos anjos nada é proibido Quem poderà negar todo o mal que já fez Antes que o galo cante pela terceira vez. Meninas, mulheres vendendo seus corpos num leilão Lutando na noite por um pedaço de pão O lado sombrio da noite nos mostra rancor e frieza Desprezo da vida, vergonha e tristeza Outros se escondem na noite com medo que o dia amanheça E traga de volta toda sua incerteza... Na madrugada o jornal "ainda" cobre o corpo caido...