Porteira velha lá na beira da estrada Perto da encruzilhada onde o nosso amor nasceu Essa porteira hoje vive escancarada, pois onde era morada Já não mora nada meu, e a ventania de tristeza e revolta Hoje é quem bate essa porteira onde viveu o meu bem Cada pancada é um estalo de saudade Vendo a felicidade que se foi e não vem Ah como é triste viver abandonado Quando se tem no passado uma história de amor Frases brotadas de uma boca mentirosa Que em formato de rosa eu beijava com calor Tudo acabou, só ficou a recordação da porteira Da estrada da casinha do sertão Em altas horas quando a ventania é forte A porteira bate alto e eu lamento a minha sorte E a ventania de tristeza e revolta hoje é quem bate