Na intransigência do teu labirinto estático Vou caindo numa contradição fatigada É o perene anoitecer que outrora me acalmava No rubro lazer que caminha com a passarada Agora tortura com requintes de languidez Liberta o imensurável esboço de ninar Já que o fatídico verso escapa ao túmulo A imensidão de cactos deixa o rei sem lar O enredo que sempre ficava à nossa mercê Nos confiscos latejantes de um nobre abismo Se configurou latentes desvios de função Na quimera daquele claudicante heroísmo Se libertou em consonantes lápides de som Com o tecido fosco da cabeça abalada O espírito permaneceu no anonimato A carne teve a prerrogativa anulada