Minha rua se desenha no clarão da Lua Na minha estrada a distância É quase um nada um feixe de luz na madrugada Com olhos sujos de sonho nublados Turvos de poeira, e eu tão despida Com olhos meigos de cão orvalhados De uma vida inteira, não me persiga Leia em mim, levo nuvens de algodão Assim flutuo leve sem querer razão Levo estrelas em uma das mãos Sem fim, sem fim Por sua rua luas vêm e vão Na rua suas luas passarão em mim Por sua rua luas passarão, na rua Se desenha no clarão da Lua Minha rua luar Com olhos meigos de cão orvalhados De uma vida inteira, não me persiga Por sua rua luas passarão Na rua suas luas, enfim, se desenha no clarão da Lua Minha rua luar Leia em mim, levo nuvens de algodão Assim flutuo leve sem querer razão