[Pizzol] cansado, vivendo como qualquer animal se escondendo entre escombros de uma guerra desigual poeira sufocante, poluição visual seu relato curto, breve, paralelo ao local cê vê que não escolheu estar ali naquela hora desde seu nascimento jamais pensou ir embora viagem para longe, foi forçada sua escolha dois filhos pra criar, recém-casado com a patroa sem móveis, sem dinheiro, continha desespero alma quase vazia, ainda por cima sem direito o que ia fazer, não se mostrar humilhado seus herdeiros contariam com orgulho seu passado e se passavam muitos dias, semanas intermináveis no caminho desaforo, vontades insaciáveis uma luz não encontrava, apenas alguns semblantes brilhantes, falsa miragem no instante real distante chegando a noite fria rumo à última parada foi sofrida, sua família seguiu pela estrada pra onde, a salvos, pra longe do alvo pergunto ao viajante onde era sua casa pergunto o porquê de ele fazer essa jornada se escória e angústia era o que predominava um tiro, uma rajada me incomoda ao perceber lutou por tudo aquilo pra ver desaparecer veio a me surpreender, sua resposta foi direta o ódio dos humanos nem mesmo o demônio testa é uma triste peça, o fim não interessa amigo vi (?) pois quase ninguém contesta ("é... Pizzol - 16 anos Dr. Caligari, Nocivo Shomon, Roko, Ogi DJ Caique - 360 Graus") cada canto seu relato é semelhante história e algum boato sempre se expande acredite em mim, sei que eu já suportei toda dor da provação, meu caminho seguirei cada canto seu relato é semelhante história e algum boato sempre se expande acredite sim, já vaguei pelo escuro escutei todo o barulho, mesmo assim não fiquei surdo [Dr. Caligari] e é assim que o viajante vai seguindo de pouco a pouco conseguindo, os pés se queimam com esse solado sofrido, vagando, tentando achar abrigo, todo o sentido que eu trago comigo aventureiro na viagem, na mente a passagem na fala coragem, no peito traz toda a bagagem e nessa terra onde meus pés andaram eu vejo vários que desandaram nesse caminho que não aguentaram pois são várias paradas em lugares diferentes e muitos te acolhem, outros te acertam os dentes tratado como um indigente por não usar roupa decente que é rasgada das batalhas diariamente mas sigo em frente, agora com os meus pés curados deixei a dor de lado e andei o que estava acumulado e agora consegui encontrar o meu lar é onde eu posso me expressar, é onde eu sempre quero estar [Roko] pés cansados misturados em meio à multidão olhares com nojo, outros com medo dessa minha situação eu só quero um pouco de paz sem ninguém pra me atrasar também sou de carne e osso e respiro o mesmo ar mas tem gente que insiste em testar minha paciência enquadra, bate, xinga e alopra: "olha só sua aparência" nem quer saber do meu veneno e chega já na porrada "violência no trabalho é normal, não pega nada" Brasil, se tu soubesses o que penso de você nego ia me matar ou mandar vir me prender "vai se foder", e se conforme e esquece da impunidade que favorece só o lado de quem se esconde na cidade e nem liga pro povão, só no ano da eleição dá um trato até no meu bêlo e me chama até de irmão é por isso que sigo atrás de um lugar bem melhor onde o viajante tenha sossego e assim se livra do pior [Nocivo Shomon] vinte e oito anos atrás dona Selma se emocionou chorando agradecia o presente que Deus mandou mais um gladiador pronto pra ser vencedor procurando o paraíso, sabendo que existe a dor sonhador, guerreiro eficaz maluco, sigo sagaz, fugir da luta jamais na saga o samurai, meus ideais não vou trair cada lágrima que cai mais um motivo pra seguir minha caminhada nessa estrada nebulosa onde a maldade é mato e a madrugada é perigosa onde aprendi que a rosa corta mais do que a espada o mundo é um mercado onde pessoas são compradas mãe, onde você estiver saiba que seu filho é um guerreiro de fé que tá nessa terra pra sorrir e pra chorar e até o final da guerra o teu nome eu vou honrar [Ogi] muita luz, Rodrigo segue no foco aguento o peso da cruz, fazendo jus, quebrando blocos aumento o nível de stress, mais de mil pés, eu não pipoco não, no ringue não toco o chão, e assim me desloco pois devo continuar, a vida é uma luta eu sei que a maldade virá testar a minha conduta pra fazer eu não ser sagaz, e não me sentir capaz mato demônios, queimo neurônios, luto com poltergeist honro meus ancestrais, família Hayashi sou meu sangue é de samurais, e tipo Musashi vou (haa) empecilhos com a espada decepar nada pode me parar muitas guerras pela Terra, minha alma enfurecida quantas guerras nessa terra eu deverei travar em vida onde estão as tais respostas eu não sei só sei que até o fim eu assim seguirei cada canto seu relato é semelhante história e algum boato sempre se expande acredite em mim, sei que eu já suportei toda a dor da provação, meu caminho seguirei cada canto seu relato é semelhante história e algum boato sempre se expande acredite sim, já vaguei pelo escuro escutei todo o barulho, mesmo assim não fiquei surdo